É louvável a atitude da campeã peso-galo do UFC, a brasileira, Amanda Leoa Nunes, de querer subir um estágio, um nível, na organização para fazer a chamada superluta contra a também brasileira campeão peso-pena Cristiane Cyborg Justino. O combate, sem dúvida, deve gerar muita mídia, afinal são duas campeãs, mas será que a vontade da Leoa não será um tiro no pé dela mesma?

Não sou de ficar analisando luta antes de ela acontecer. No MMA, um esporte que vale soco na cara, um golpe que entra pode mudar totalmente a história de um combate. Foram inúmeras as oportunidades em que vimos os azarões saírem vitoriosos.

Contudo diante de uma análise bastante superficial, não vejo a Leoa com chances concretas de vencer um combate contra Cyborg. A diferença muscular entre as duas é gritante e além do mais, Cris é uma lutadora mais completa e com mais experiência. Como eu disse, isso não é certeza de vitória, mas na minha opinião já é meio caminho andado.

Cyborg é uma máquina. Apesar de ter vencido Holly Holm, por pontos, não sofreu mais que dois ou três golpes pouco mais traumáticos. Em todos os outros combates foi um verdadeiro rolo compressor. A imagem que passou, inclusive, é que ela vem lutando com mais calma, deixando o embate se desenrolar um pouco mais justamente para conhecer seus limites.

Amanda, no seu limite de peso, é muito boa e agressiva. Sua última derrota foi lá em 2014 para Cat Zingano. Apesar disso, o que me faz ficar com o pé atrás neste desafio, legítimo, diga-se de passagem, é sua última luta contra Valentina Schevchenko. Ela venceu na decisão dividida e nada me tira da cabeça que só ficou com o cinturão porque já era a campeão. Geralmente os juízes do UFC só tiram o título de um campeão quando não existe a mínima possibilidade de contestação. Na dúvida é melhor deixar o título com quem já o detém.

Sem dúvida é uma luta que os fãs querem ver. Fico triste porque são duas brazucas e alguém vai perder. Cyborg, pra mim, leva vantagem pelo que já foi exposto, mas a Leoa tem suas qualidades e dentro do cage a história pode ser outra.

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