Albert Einstein considerado o cientista mais famoso de todos os tempos, apareceu no cenário científico mundial quando todos os outros cientistas de sua época estavam tendo certa dificuldade para ajustar o que suas pesquisas lhes mostravam. Tudo o que a física tinha até então era o que Issac Newton tinha apresentado. Um mundo estático e mecânico.

Por meio de uma série de experiências que mais tarde viria se tornar à famosa teoria da relatividade, Einstein mostrou, por exemplo, que a luz viaja pelo espaço sem um meio. Ela não depende da mecânica para se locomover, ela simplesmente distorce o espaço.

De acordo com o pesquisador James Redfield, Einstein afirmava que a lua não orbitava nosso planeta por ser atraída pela massa maior da Terra, que a faz girar como se fosse uma bola na ponta de um barbante. Em vez disso a Terra distorce o espaço que a rodeia, curvando esse espaço. Ainda conforme suas pesquisas, Redfield diz que isso significa que não vivemos num universo em que o espaço se expande em todas as direções até o infinito. Assim, o espaço e o universo não tem fim, mas são finitos, limitados, como uma cápsula.

Em sua teoria talvez mais revolucionária, Einstein afirmou também que a massa de um objeto material e a energia que ele contém são na verdade intercambiáveis pela fórmula E=mc² . Em essência, Einstein mostrou que a matéria nada mais era do que uma forma de luz.

A nova física descreve o mundo da matéria e das formas em termos de um campo quântico de energia que abrange tudo. Abaixo da superfície das coisas do mundo, não existem elementos básicos da natureza; existe apenas uma teia de relações de energia interligadas.

Portanto como podemos observar, existem paralelos diretos que ligam a nova física às filosofias orientais e por consequência o zen que é a unidade entre todas as coisas do universo.

Isso é justamente o que verificamos quando estudamos essa filosofia oriental. Não existe uma dupla abrangência do todo. Existe sim, uma única abrangência do todo*. O que existe então é o uno, a unidade entre todas as coisas. Isso como verificamos é cientificamente comprovado.

O pensamento oriental proclama que o universo que contemplamos é essencialmente um todo indivisível, consistindo em uma única vida ou energia espiritual – porque é sob essa forma que é possível experimentá-lo.

O físico Fritjof Capra complementa tal observação da seguinte forma:

“Na vida cotidiana, não nos apercebemos dessa unidade de todas as coisas; em vez disso, dividimos o mundo em objetos e eventos isolados. Essa divisão é, por certo, útil e necessária, para enfrentarmos com sucesso nosso ambiente de todos os dias; contudo, essa divisão não é uma característica fundamental da realidade.”

Mas afinal de contas, como surgiu tal semelhança entre duas áreas aparentemente tão distintas, a física e a filosofia oriental?

De acordo com o físico Fritjof Capra, tal semelhança se deve ao fato de ter se notado que tanto os físicos como os “místicos” tiveram as mesmas dificuldades em manipular tais descobertas. D.T. Suzuki (antigo mestre zen) que foi citado por Capra em “O Tao da Física”, diz que um mestre zen observou tal experiência como “o fundo de um balde que arrebenta”. Já Einstein em sua autobiografia disse:

“Todas as minhas tentativas de adaptar o fundamento teórico da física a esse [novo tipo de] conhecimento falharam completamente. Era como se o solo tivesse sido retirado sob nossos pés, sem que se conseguisse vislumbrar qualquer base sólida sobre o qual pudéssemos erguer alguma coisa.”

Pode-se notar então que tanto o mestre zen quanto Einstein tiveram a mesma experiência de perder contato com o solo que tão bem conheciam. Tais paradoxos, ou seja, tais contradições deram origem aos koans dos quais falamos anteriormente.

James Redfield coloca esta nova realidade da física mundial de forma que ela se encaixa perfeitamente dentro do pensamento zen.

“Existe uma unidade e uma interdependência entre tudo e entre todos no universo. Somos energia de acordo com as experiências bem sucedidas de Einstein e não pura e simplesmente matéria. Podemos, portanto, enxergar o quadro mais amplo oferecido pela nova ciência. Agora, quando nos postamos em nosso jardim ou passeamos pelo parque admirando a paisagem num belo dia de sol, devemos ver um belo mundo. Não podemos mais pensar que o universo está se expandindo em todas as direções até o infinito; sabemos que o universo é fisicamente infinito, mas curvado de uma forma que o torna limitado e finito.”

Ele continua:

“Vivemos dentro de uma bolha de espaço/tempo e, como os físicos que pesquisam hiperespaço, intuímos outras dimensões. E quando olhamos em volta, para as formas dentro deste universo, já não podemos ver matéria sólida, mas substância energética. Tudo, nada mais é, do que um campo de energia, de luz, todas as coisas interagindo e influenciando-se mutuamente – inclusive nós mesmos.”

Então, está é a confirmação de que a física quântica em sua totalidade explica a filosofia zen de vida. Como na física, o zen busca as mesmas coisas que a ciência. Foi assim através das experiências dos mais renomados cientistas. A união entre o todo do universo.

* Quando falamos do “todo”, falamos de toda a essência do universo, ou seja, tudo o que nele existe.

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