Medalha de prata nas Olimpíadas de Londres em 2012, Esquiva Falcão, conversa com a Revista Bushido Brasil

 Aos 28 anos de idade, o capixaba, Esquiva Falcão Florentino, é uma das maiores esperanças do boxe profissional do Brasil. Filho de Touro Moreno e irmão do também lutador de boxe, Yamaguchi Falcão, Esquiva vêm fazendo sólida carreira entre os melhores lutadores do mundo em sua categoria, a dos médio-ligeiros. Depois da conquista da medalha de prata nos jogos olímpicos de Londres em 2012, o sonho do atleta é muito claro: conquistar o cinturão como profissional. “Não me arrependo de ter saído do boxe olímpico para o profissional. Fiz na hora certa”, revela o lutador em entrevista à Revista Bushido Brasil. No rápido bate-papo, o atleta fala do sabor da conquista olímpica, da decisão de sair do boxe olímpico e ir para o boxe profissional, do passo a passo de sua carreira, do pouco apoio que os esportes amadores recebem no Brasil e também manda um recado para quem gosta de boxe e acompanha a carreira dele. “Cada mensagem que recebo de um fã é revigorante. Carrego comigo: Fé, Foco e Força!” diz.

Atualmente, Esquiva tem dezesseis lutas em seu cartel como profissional. Ele venceu todas. São doze vitórias por nocaute e outras quatro por decisão dos juízes laterais.

Esquiva Falcão durante cerimônia de premiação em Londres/12. Foto: Daniel Ramalho/AGIF/COB

RBB – Esquiva para começar gostaria de saber qual é a sensação de ganhar uma medalha olímpica?

Foi um sonho realizado. Poder competir em uma Olimpíada já foi um marco enorme para a minha carreira. Antes das olimpíadas eu já vinha batalhando muito. Ganhar a medalha foi sinal de todo meu esforço e determinação pra conseguir o que eu tanto almejava. A medalha se tornou pra mim uma lembrança para ser lembrada. Fiz o meu papel e cheguei no Brasil orgulhoso com ela no peito.

RBB – Algumas pessoas acham que você deveria ter continuado no boxe olímpico. Porque resolveu mudar para o profissional?

Foi uma decisão muito difícil, porém, a melhor que eu fiz. Mesmo ganhando a medalha de prata, a desvalorização toma conta de alguns esportes. Mesmo com alguns apoios eles não são suficientes para quem quer ser um campeão. As propostas foram surgindo desde 2012, depois que voltei de Londres. Fui analisando todas com calma, dando um passo de cada vez. Mas quando percebi que aquele era o meu momento de migrar para o profissional, não pensei duas vezes. Acredito que outros guerreiros trarão medalhas para o nosso boxe nas olimpíadas. E eu sigo aqui no profissional buscando realizar minha outra vontade de ser campeão mundial.

RBB – Você pretende se firmar em qual categoria?

No momento estou na categoria médio-ligeiro e bem satisfeito com ela. Não só eu como toda a minha equipe. Sem previsão de mudança.

RBB – Como você vê o boxe do Brasil na atualidade? Falta apoio? Qual é a situação de momento?

Não só o boxe, mas outras modalidades também. O Brasil teria valorizar os atletas. Penso que ‘arrumamos’ o Brasil para que outros países levassem as medalhas nas Olimpíadas daqui. Melhorou? Sim! Mas ainda precisam de mais. Mais valorização, mais parcerias, mais reconhecimento, não apenas no período olímpico, mas no período em que estão treinando e batalhando para ser o melhor lá na frente.

RBB – Com relação ao cinturão o que dizem seus técnicos e empresários?

Mas vou seguir dando um passo de cada vez porque esse é o caminho mais certo.

RBB – Gostaria que você deixasse uma mensagem aos fãs que curtem você e que gostam e praticam boxe.

Eu sonhava em conquistar uma medalha olímpica, e conquistei. Era minha vontade ser um campeão mundial, e estou no caminho e focado para ser um. Não foi fácil até aqui, mas foram anos de muito treinamento e força de vontade. Boxe é arte! Se você quer ser um campeão, não desista. Cada luta, cada batalha, cada obstáculo enfrentado, tudo vai valer a pena mais pra frente. Lute limpo. Suba no ringue pensando em sair um vencedor, lutando com técnica e disciplina. Só tenho a agradecer por toda torcida e força que recebo antes e depois de cada luta. Cada mensagem que recebo de um fã é revigorante. Carrego comigo: Fé, Foco e Força!

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